Competência legal ou moral


Está na moda a torpe tentativa de desqualificar estudos científicos, tratamentos médicos etc. por meio de falácias das mais variadas, sendo a preferida desse pessoal descomprometido com a realidade dos fatos o apelo à autoridade.

Ora, se nem mesmo um especialista de verdade no assunto tem autoridade para questionar resultados de trabalhos que não foram por ele revisados ou, ao menos, por pares devidamente qualificados, o que dizer dos checadores ou militantes que infestam as redações?

Ou seja, na revisão de uma pesquisa científica que busca, por exemplo, determinar a segurança e eficácia de dado procedimento médico, os revisores - especialistas na área envolvida - essencialmente têm que percorrer as etapas do estudo para determinar o grau de qualidade e confiabilidade da pesquisa em questão.

Por outro lado, no que diz respeito à conduta de alguns jornalistas e checadores de fatos que se voltam a esse tipo de objetivo, esses canceladores profissionais usualmente concentram seus esforços na desqualificação do pesquisador e do estudo, privilegiando fontes que, não raro, são patrocinadas por quem tem interesse na abordagem enviesada.

Em outras palavras, quem não possui qualificação técnica, competência profissional etc. ou mantém vínculo com grupos de interesse não possui competência legal nem moral para questionar o trabalho de cientistas de verdade, estando apto somente a produzir desinformação e notícias falsas.