Instrumentos democráticos de informação


Ele está longe de poder ser considerado um bom gestor ou exemplo de estadista, pesando ainda contra o atual presidente o fato de que ele se preocupou mais com o enfrentamento das denúncias e investigações de familiares do que com a população.

Isso, aliás, já tem lhe custado a perda de apoio, inclusive de eleitores que lhe deram um voto de confiança, os quais, como gato escaldado, dificilmente confiarão nas mesmas promessas ou propagandas enganosas.

Contudo, é preciso reconhecer que boa parte dos combates midiáticos, que são, naturalmente, financiados por seus opositores, não passam de cortina de fumaça e contracampanha, senão profusão de notícias falsas - genuínas fake news.

Não é tão difícil confirmar essa percepção, bastando que a pessoa interessada cheque as fontes do que se alega ou divulga em nome de uma pretensa verdade ou mesmo pseudociência, cujos exageros, erros ou flagrantes absurdos se tornaram coisa comum principalmente desde o último ano.

Seus difusores agem como se ninguém fosse capaz de conferir as fontes, inclusive externas, seja de pesquisas de verdade, seja de estudos encomendados por interesseiros ou mercenários.

É claro que a maioria dos eleitores não teria condições de realmente investigar a origem, a fundamentação etc. dos conteúdos divulgados, quando não promovidos.

Contudo, tem crescido o número de formadores de opinião que, cansados da forma desrespeitosa, senão criminosa, com que se conduz a grande mídia e seus veículos tradicionais, investem tempo e recursos na divulgação de fontes imparciais, o que se revela como uma luz no fim do túnel, embora precisemos conviver ainda com os desconfortos da transição, em especial, da velha mídia tendenciosa para os novos e mais democráticos instrumentos de informação.

Enfim, de fato estamos diante de um "admirável mundo novo", um mundo em que a verdade, que até pode ser dissimulada por algum tempo, a despeito de não ser absoluta, não pode ser definitivamente calada ou camuflada.