Ano novo, velhas bagagens


Adentramos ao novo ano com algumas esperanças, porém infelizmente insistimos em carregar velhas bagagens, quinquilharias que, exceto pelo potencial de distração, não têm utilidade efetiva a quem preza o próprio bem e o comum.

Por exemplo, aprendemos a contar o número de mortes relacionadas direta ou indiretamente com a patologia da moda, assombrando-nos com as quase 200.000 vidas ceifadas - ocorrência esta que, claro, é uma tragédia a ser lamentada.

Contudo, esse olhar extremamente seletivo é prejudicial, pois ao ignorarmos que o número real de mortes no País foi na casa de 1.400.000, considerando-se os demais fatores, permitimo-nos à condição de marionetes de pessoas e instituições nada dignas, já que a taxa de crescimento manteve a média dos últimos anos.

Assim, para que não sejamos novamente joguetes nas mãos de desinformadores ou mercenários, precisamos neste novo ano resgatar a arte quase esquecida de pensar o próprio pensamento, adotando estratégias que apoiem nossa sanidade e mesmo liberdade, a despeito do trabalho que isso implique.

Ou seja, é imprescindível que nossos raciocínios tenham por base o contexto real das notícias e informações que acessamos, o que significa que precisamos redobrar a atenção com a qualidade das fontes pelas quais nos pautamos e com o caráter das pessoas e grupos que eventualmente seguimos.



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