Ética e espiritualidade



Ser ético, ter nobres valores e princípios se tornou sinônimo de ser espiritual ou de ter espiritualidade tamanho o distanciamento daquilo que nos tornaria, de fato, humanos, visto que a racionalidade parece não ser o bastante.

Embora essa abordagem represente um avanço sobre o que já presenciamos anos ou décadas atrás, quando, por exemplo, o bom caráter era tido como característica da vida religiosa, tal defesa ainda é equivocada.

O motivo desse raciocínio é relativamente simples. O que é ser espiritualizado? A espiritualidade estaria no que alguém é ou faz? Uma pessoa não interessada em espiritualidade conseguiria ser ética, ter valores e princípios?

Visto em sua essência a espiritualidade se relaciona à vida do espírito, da alma, remetendo à vida religiosa ou mística, enquanto a ética diz respeito ao conjunto de princípios, normas e regras necessários à moral privilegiada em dado grupo, segundo nos esclarecem os dicionários.

Assim, a partir desse contraste, fica fácil perceber que a espiritualidade pode até estar presente na vida da pessoa ética, mas o contrário nem sempre se verificaria, já que a nobreza de caráter não decorre necessariamente da vida religiosa ou mística, aliás, como bem nos demonstra o dia a dia.



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