Custo necessário



As pessoas correm de um lado ao outro, como se pudessem agarrar o vento ou se estivessem numa espécie de caça ao tesouro; talvez até como se fugissem de alguma presença ameaçadora ou ainda de si mesmas.

São compromissos, preocupações, interesses vários... Alguns, de tão agitados, sequer têm tempo para as coisas mais básicas da vida. Afinal, se o tempo vale ouro, não daria para desperdiçá-lo com o que é corriqueiro.

Somam-se os anos, cresce a sensação de desconforto, deslocamento, desajuste, desalento, como se algo ou alguém bem lá no íntimo, já quase sem voz, gritasse ainda por socorro, ansiando por uma liberdade cada vez mais distante...

"Ouça-me eu tenho a resposta!", diz um. "Siga-me, eu lhe mostrarei a saída!", afirma outro. "Fique comigo, não vai lhe custar nada!", apregoa um terceiro... Enquanto isso, mesmo sem rumo, o sujeito segue o seu caminho, como quem espera ser alcançado por um milagre.

O interessante é que a verdadeira resposta ou saída não é realmente cara, mas tem, sim, seu preço ou custo. O preço de assumir a responsabilidade pelos próprios sonhos. O custo de pensar o próprio pensamento. O preço de planejar e dirigir a própria vida. Ou ainda o custo de deixar de lado as distrações quase infindáveis.



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