Riscos calculados



Quando a gente se põe a pensar sobre o que estaria por trás do sucesso profissional ou empresarial corre o risco de cair na tentação de imaginar que tudo não passaria de sorte, já que nenhum planejamento conseguiria realmente garantir os resultados, servindo quando muito para manter o movimento.

Ora, se é verdade que a realidade é complexa demais para ser planejada em cada detalhe, também é certo que o êxito na carreira, nos negócios e na própria vida não se dê por mero acaso ou coincidência, ainda que dados acontecimentos pareçam cooperar para o bem daquele que se dispõe a trabalhar com seriedade.

Contudo, não creio que seja de fato apropriado chamar de sorte o sucesso ou êxito que pode ser alcançado pelas pessoas que resistem à tentação de transferir a responsabilidade por suas escolhas, preferindo a ação planejada, a partir de objetivos claros e definidos, e, naturalmente, que possam ser medidos ao longo da jornada.

Em outras palavras, precisamos aprender a correr mais riscos, se queremos viver de verdade. Riscos calculados, claro, porque seria tolice sair em alta velocidade sem administrar de forma adequada aquilo que está ao nosso alcance, desprezando os fatores que podem ser ajustados desde bem cedo, independentemente da área a que se refiram.

Além do mais, ainda que não tenhamos rigoroso controle da vida e de seus processos, é preferível que tomemos nossas próprias decisões, em vez de deixar que outros assumam o papel que por excelência nos pertence, fazendo-o talvez em prejuízo de nossos mais profundos anseios... Mas, como diriam nossos pais, talvez até nossos avós: "cada cabeça uma sentença".



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