Mudança em foco



Diante do que se verifica no mercado, já longa data, é preciso reconhecer que pesquisadores, psicólogos, psicanalistas etc. têm uma boa dose razão quando questionam o uso nem sempre adequado da hipnose, da autossugestão, do pensamento positivo..., além dos exageros das propostas de acesso a técnicas de manipulação da realidade, por exemplo, quântica.

Aliás, por falar em física quântica, trata-se com certeza da ciência que conquistou com maestria o seu lugar ao sol, a qual, por meio de um árduo trabalho de gente comprometida com a verdade, tem contribuido efetivamente para que houvesse maior compreensão sobre os fenômenos relacionados ao universo das partículas.

Contudo, sua vinculação com abordagens que raiam ao misticismo, a despeito da boa intenção de alguns autores, palestrantes, professores, "coaches"..., flerta com o risco de colocar sob suspeita uma ciência séria, se não a índole de pretensos gurus ou "mestres ascensionados".

Por outro lado, do fato de que ocorra a utilização equivocada daqueles saberes, em especial quanto às tentativas que buscam modificar padrões inconscientes limitadores ou mesmo traumáticos, não se conclui de forma necessária que tudo estivesse perdido nesse meio ou que nenhum método fosse apto para reestruturar ou reconfigurar a pessoa interessada, já que há um sem número de sistemas consagrados para tanto, que são defendidos inclusive pelos profissionais cujo objeto de estudo ou trabalho é a própria mente humana.

Em outras palavras, qualquer pessoa na posse de suas plenas faculdades cognitivas tem condições de acessar recursos que fariam toda diferença no dia a dia, a começar pela capacidade de atração daquilo que domina o foco do sujeito, pouco importando ao grande público se esse potencial teria vindo conosco ou se ficara latente desde bem cedo em nossa experiência.

Enfim, há sólido embasamento para concluirmos ou constatarmos que o inconsciente e seus conteúdos podem ser acessados ou, conforme o caso, reciclados (se necessário, com apoio terapêutico, claro) em benefício da mudança ou transformação pretendida pelo indivíduo que se conceba como "capitão de sua alma, senhor de seu destino", semelhantemente ao que defendera Napoleon Hill, um dos nomes respeitáveis do autodesenvolvimento.



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