O placebo e a aspirina


Desde minha adolescência ouço sobre os pretensos benefícios do uso regular da aspirina, que sob orientação médica seria um santo remédio à proteção cardiovascular. Tal crença tem sido discutida há anos e, segundo estudos publicados recentemente em revistas especializadas, constatou-se que o medicamento, de fato, não seria capaz de proporcionar uma contribuição importante na prevenção de eventos cardíacos. Ou seja, confirmando o que parte dos profissionais da saúde desconfiavam, os eventuais benefícios não passariam de efeito placebo, enquanto que os riscos ao paciente poderiam ser ampliados de forma expressiva com o seu uso. Além disso, confirma-se indiretamente que o melhor seguro aos que desejam preservar a boa saúde ainda é a mudança de hábitos.