Carpe diem


Alguém já disse que, se formos bons ouvintes, dores ou problemas podem ser grandes mestres. Quanto a mim, convivi até certa fase do último ano com distúrbios orgânicos variados, inclusive do sistema imune, os quais chamaram minha atenção ao me derrubarem de verdade. Na época fiquei tão irritado com o quadro, cuja recorrência, antes anual, passava a se verificar mais e mais vezes a cada ano, que decidi dar um fim à raiz do mal, fazendo o que de certa forma eu sempre soube que devia fazer, mas que relutava em nome de alguns prazeres momentâneos. Admito que teria sido mais fácil tentar alguma pílula mágica ou algum tratamento milagroso, porém optei pelo caminho inicialmente difícil. Contudo, tal via, devido ao hábito, já se revela tão natural, que mesmo durante o período de recesso, das férias que também relutara tirar por décadas, não abri mão da atividade física regular nem de uma alimentação cada vez mais próxima daquilo que o corpo realmente precisa. Resultado: os indicadores de saúde estão melhores e melhores dia a dia, refletindo-se em tudo o mais. Além disso, como muitos ainda fazem nesta fase do ano, eu repetiria: "Ano Novo, Vida Nova!". Mas a verdade é que nada muda se a mudança não estiver em curso no dia de hoje, o qual, aliás, é o único que, de fato, existe. Então: "Carpe diem".