Exposição Queermuseu de Aberrações


Certamente qualquer indivíduo tem todo o direito de protestar contra a conduta preconceituosa das religiões, expor seus equívocos filosóficos ou, dentre outros, denunciar suas contradições e seus crimes históricos, mas desrespeitar o direito alheio à liberdade de consciência e de crença a pretexto de expressar sua arte ou seus valores, além de imoral, é de uma ilegalidade flagrante.

Ainda que tomado por um estado de letargia, o Santander, enfim, cancelou a exposição "Queermuseu" de aberrações, já que não se combate um quadro de queimadura grave por meio da aplicação de unguentos elaborados com substâncias ácidas ou corrosivas, exceto se a técnica fosse homeopática. Além do mais, como reza a tradição, crianças não devem brincar com material inflamável ou mesmo com fogo.

O que se pode constatar desse tipo de episódio é que boa parte dos artistas, intelectuais e ideólogos de nossos dias provavelmente não conseguiu ainda se desvencilhar de seus antigos e dolorosos traumas ou, em outras palavras, amadurecer e conquistar o próprio espaço, já que insiste na ostentação de comportamentos infantilizados, que raiam o patológico, como se não quisessem ou pudessem crescer para, só então, aparecer.